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Título:
A utilização estratégica do telefone na campanha eleitoral
 

Autor:

Fernando Lacerda

Consultor Político, membro da ABCOP, participou na elaboração das estratégias, implantação e operacionalização de diversas campanhas eleitorais, onde o telefone foi utilizado como mídia e a tecnologia da informação como ferramenta, para os mais renomados nomes da política nacional
 

Publicação:
Junho, 2003
 

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A utilização estratégica do
telefone na campanha eleitoral

No marketing político há consenso sobre a questão do tempo. Uma campanha política tem dia para começar, dia para terminar e não há premiação para o segundo lugar.

A velocidade e agilidade com que se recebe as informações podem ser o diferencial entre o sucesso e a derrota em um pleito eleitoral. Além disso, as informações têm que estar disponíveis, no formato correto e no tempo certo, para permitir a intervenção sobre os fatos enquanto eles estão acontecendo. Elas devem ainda criar facilidades objetivas para a rápida tomada de decisões. Assim é da maior importância a utilização, de forma estratégica, de todas as ferramentas de comunicação em uma campanha eleitoral. Nesse aspecto o telemarketing, adaptado às necessidades da campanha, destaca-se como uma dos mais importantes instrumentos de integração entre o eleitor e o candidato.

A utilização do telemarketing, hoje é perfeitamente ajustável a qualquer orçamento de campanha. Isso se deve à democratização dos sistemas de telecomunicações e às vantagens trazidas pela privativazação e pela evolução da tecnologia da informação no campo da comunicação. Ainda em crescimento, a base de telefones já instalada no Brasil já atinge hoje a 69% do eleitorado do País e com uma projeção de atingir nas eleições de 2002 a 79%.

A utilização do telefone, como mídia é uma questão de criatividade e de desejo de monitoramento e intervenção positiva junto aos eleitores. Na verdade, o telefone, aliado à experiência e à tecnologia, pode ser transformado em um instrumento que permitirá ao candidato dar ao eleitor o que ele mais cobra de um político: Atenção.

O telefone além de permitir a coordenação da campanha, ter de forma rápida, precisa e confiável informações sobre as necessidades do eleitor, para que a comunicação do candidato seja ajustada e dirigida aos anseios do eleitor, permite também se acoplado a uma rede de computadores dotar a candidato de um poderoso canal de divulgação institucional de sua campanha

O uso inteligente do telefone transforma o telemarketing na bússola da campanha eleitoral. Ele multiplica a voz do candidato e permite-lhe escutar o que os eleitores têm a dizer, aproximando-o dos problemas do eleitorado de forma regionalizada e estreitando o seu relacionamento com sua base, o que é fundamental para qualquer campanha eleitoral.

Assim, o telefone utilizado como mídia e a tecnologia da informação como ferramenta, é um fator de destaque, pois está direcionada à busca da eficiência e obtenção de resultados confiáveis, em tempo real; o que torna possível à checagem de rotas e estratégias de atuação. O telefone está se configurando como o meio de comunicação interativa mais rápida e seguro disponível hoje.

Mas a escolha do fornecedor dos serviços tem o maior peso. Dele, devem ser exigidos experiência, qualidade, agilidade, criatividade e envolvimento. Além de se avaliar o nível e o grau de contribuição que ele poderá proporcionar na formulação da estratégia e no desenvolvimento da própria campanha.
 

  

 
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