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“O DESTINO DETERMINOU QUE EU NÃO
SAIBA DISCUTIR SOBRE A SEDA NEM SOBRE A LÃ, TAMPOUCO SOBRE
QUESTÕES DE LUCRO OU DE PERDA. MINHA MISSÃO É FALAR SOBRE O
ESTADO. SERÁ PRECISO SUBMETER-ME À PROMESSA DE EMUDECER OU TEREI
QUE FALAR SOBRE ELE”. O PRÍNCIPE – NICOLO MACHIAVELLI.
Nesta época
de campanhas eleitorais, temos uma manada de pseudoprofissionais
que se arvoram em profissionais de Marketing Político e
campanhas eleitorais, tentando a todo custo convencer os
clientes que suas teses e teorias são válidas. Nesta hora todo
cuidado é pouco para se contratar alguém que realmente saiba,
conheça e aplique o Marketing Político Eleitoral em toda a sua
plenitude.
Vamos ter
uma demanda muito grande de profissionais, principalmente na
área de televisão. Façamos uma pequena conta: no Brasil temos
150 geradoras de sinal, o que nos leva, a saber, que teremos no
mínimo 150 campanhas eleitorais que usarão televisão; se cada
cidade desta tiver 4 candidatos, teremos 600 campanhas
eleitorais que utilizarão 600 diretores de tv, 600 editores de
imagem, 600 editores de texto, 600 iluminadores, 600 ilhas de
edição e 600 consultores políticos. Se cada campanha utilizar 3
câmeras de tv, teremos então (600x3 = 1.800) 1.800 câmeras de
tv, 1.800 operadores de câmera de TV. Se cada campanha é
obrigada a deixar por trinta dias as fitas que geraram o
programa nos veículos de transmissão, teremos então (30 x 600 =
18.000) 18.000 fitas de preferência Beta-cam ou Divican. Temos
que ter as fitas para captação de imagens onde teremos no mínimo
três para cada câmera (1.800 câmeras x 3 = 5.400) 5.400 fitas
mais 18.000 teremos um total de 23.400 fitas sendo utilizadas
nas campanhas eleitorais. O Equipamento até pode ser comprado,
mas fica a pergunta: onde estão todos estes profissionais com
alguma experiência em campanhas eleitorais? Só falamos de tv,
tem ainda o rádio.
Donos de
institutos de pesquisa, de agencias de propaganda e até
jornalistas acreditam que seu conhecimento é bastante para
fornecer consultoria e assessoria para campanhas eleitorais.
O
especialista em Marketing Político/Eleitoral é como um médico e
esta comparação é bastante elucidativa. Numa primeira consulta,
normalmente o paciente fala de seus sintomas e o médico faz um
primeiro diagnóstico baseado nestas informações. É um
diagnóstico superficial, levando em consideração as variáveis
externas (alimentação, tempo de sono) , internas (falhas nos
sistemas vitais) e as informações emanadas do próprio paciente.
Neste momento, o médico poderá indicar medicamentos que possam
amenizar os efeitos da enfermidade (Febre, arritmia, etc). Para
que o médico tenha certeza do diagnóstico, ele sempre solicita
um exame em laboratório especializado, exame este apropriado à
apuração das informações do paciente, procurando a causa. Após
os resultados destes exames é que ele tem certeza da causa da
enfermidade e poderá combate-la com eficiência.
O Técnico
em Marketing Político/Eleitoral tem a mesma postura. Numa
primeira consulta, normalmente ele ouve o cliente falar das suas
dificuldades e problemas na concepção da comunicação política,
da sua imagem e o que os seus assessores mais próximos tem a
dizer. Baseado nestas informações, pode fazer um primeiro
diagnóstico, levando em consideração o ambiente macro e micro em
relação ao momento político, social e econômico. Neste momento,
ele poderá implantar algumas correções que irão apenas amenizar
os efeitos da falta de eficiência das ferramentas de comunicação
Para que
este técnico tenha certeza do diagnóstico, ele solicita uma
pesquisa, com questionário emanado por ele, em sintonia com o
instituto de pesquisa, para que se possa aferir as informações
emanadas pelo cliente e ai sim, com a certeza das informações,
com a constatação das causas desta insuficiência, ele implantará
correções que combatam a causa e não o efeito das deficiências.
Deve ser um
profissional com conhecimento multidisciplinar, pois as várias
ciências que interferem no Marketing Político devem ser
entendidas e interpretadas por ele. Sociologia, Pesquisas,
Ciências Políticas, Psicologia das Massas, Comunicação,
Jornalismo, TV, Rádio, Jornalismo, Propaganda, Publicidade e
Marketing são apenas algumas das ciências que interferem na
análise e no entendimento do mundo Político/Eleitoral.
Quantos e
quantos profissionais com inteligência e expertise em apenas uma
das áreas que compõem o Marketing Político, costumam se arvorar
em Consultores Políticos e acabam levando seus clientes a erros
crassos, implantando ações completamente discordantes, e que
apenas agravam o problema.
Normalmente, institutos de pesquisa emanam relatórios de
caminhos que induzem a raciocínio estratégico de Marketing
Político / Eleitoral. É o mesmo que o laboratório emanar um
receituário, indicando os remédios para a doença constatada.
Existe há
13 anos a ABCOP - Associação Brasileira dos Consultores
Políticos, onde, através de seu site
www.abcop.com.br, você poderá obter informações sobre os
consultores credenciados, com garantia de qualidade em seus
serviços.
Cada macaco no seu
galho!
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