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Título:
O especialista em marketing político
 

Autor:

Carlos Manhanelli

Presidente da ABCOP, autor de 6 livros sobre o assunto, entre eles: “Eleição é Guerra”, “Estratégias Eleitorais e Marketing Político” e do livro recém lançado “Marketing Pós-Eleitoral” todos pela Summus Editorial com experiência de mais de 200 campanhas eleitorais no Brasil e na América Latina.

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Obras do Autor:

 

Estratégias Eleitorais

 

Eleição é Guerra

Marketing
Pós-eleitoral

 

Publicação:
Abril, 2004

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Redação

O especialista em marketing político

“O DESTINO DETERMINOU QUE EU NÃO SAIBA DISCUTIR SOBRE A SEDA NEM SOBRE A LÃ, TAMPOUCO SOBRE QUESTÕES DE LUCRO OU DE PERDA. MINHA MISSÃO É FALAR SOBRE O ESTADO. SERÁ PRECISO SUBMETER-ME À PROMESSA DE EMUDECER OU TEREI QUE FALAR SOBRE ELE”.    O PRÍNCIPE – NICOLO MACHIAVELLI.

Nesta época de campanhas eleitorais, temos uma manada de pseudoprofissionais que se arvoram em profissionais de Marketing Político e campanhas eleitorais, tentando a todo custo convencer os clientes que suas teses e teorias são válidas. Nesta hora todo cuidado é pouco para se contratar alguém que realmente saiba, conheça e aplique o Marketing Político Eleitoral em toda a sua plenitude.

Vamos ter uma demanda muito grande de profissionais, principalmente na área de televisão. Façamos uma pequena conta: no Brasil temos 150 geradoras de sinal, o que nos leva, a saber, que teremos no mínimo 150 campanhas eleitorais que usarão televisão; se cada cidade desta tiver 4 candidatos, teremos 600 campanhas eleitorais que utilizarão 600 diretores de tv, 600 editores de imagem, 600 editores de texto, 600 iluminadores, 600 ilhas de edição e 600 consultores políticos. Se cada campanha utilizar 3 câmeras de tv, teremos então (600x3 = 1.800) 1.800 câmeras de tv, 1.800 operadores de câmera de TV. Se cada campanha é obrigada a deixar por trinta dias as fitas que geraram o programa nos veículos de transmissão, teremos então (30 x 600 = 18.000) 18.000 fitas de preferência Beta-cam ou Divican. Temos que ter as fitas para captação de imagens onde teremos no mínimo três para cada câmera (1.800 câmeras x 3 = 5.400) 5.400 fitas mais 18.000 teremos um total de 23.400 fitas sendo utilizadas nas campanhas eleitorais. O Equipamento até pode ser comprado, mas fica a pergunta: onde estão todos estes profissionais com alguma experiência em campanhas eleitorais? Só falamos de tv, tem ainda o rádio.

Donos de institutos de pesquisa, de agencias de propaganda e até jornalistas acreditam que seu conhecimento é bastante para fornecer consultoria e assessoria para campanhas eleitorais.

O especialista em Marketing Político/Eleitoral é como um médico e esta comparação é bastante elucidativa. Numa primeira consulta, normalmente o paciente fala de seus sintomas e o médico faz um primeiro diagnóstico baseado nestas informações. É um diagnóstico superficial, levando em consideração as variáveis externas (alimentação, tempo de sono) , internas (falhas nos sistemas vitais) e as informações emanadas do próprio paciente. Neste momento, o médico poderá indicar medicamentos que possam amenizar os efeitos da enfermidade (Febre, arritmia, etc). Para que o médico tenha certeza do diagnóstico, ele sempre solicita um exame em laboratório especializado, exame este apropriado à apuração das informações do paciente, procurando a causa. Após os resultados destes exames é que ele tem certeza da causa da enfermidade e poderá combate-la com eficiência.

O Técnico em Marketing Político/Eleitoral tem a mesma postura. Numa primeira consulta, normalmente ele ouve o cliente falar das suas dificuldades e problemas na concepção da comunicação política, da sua imagem e o que os seus assessores mais próximos tem a dizer. Baseado nestas informações, pode fazer um primeiro diagnóstico, levando em consideração o ambiente macro e micro em relação ao momento político, social e econômico. Neste momento, ele poderá implantar algumas correções que irão apenas amenizar os efeitos da falta de eficiência das ferramentas de comunicação

Para que este técnico tenha certeza do diagnóstico, ele solicita uma pesquisa, com questionário emanado por ele, em sintonia com o instituto de pesquisa, para que se possa aferir as informações emanadas pelo cliente e ai sim, com a certeza das informações, com a constatação das causas desta insuficiência, ele implantará correções que combatam a causa e não o efeito das deficiências.

Deve ser um profissional com conhecimento multidisciplinar, pois as várias ciências que interferem no Marketing Político devem ser entendidas e interpretadas por ele. Sociologia, Pesquisas, Ciências Políticas, Psicologia das Massas, Comunicação, Jornalismo, TV, Rádio, Jornalismo, Propaganda, Publicidade e Marketing são apenas algumas das ciências que interferem na análise e no entendimento do mundo Político/Eleitoral.

Quantos e quantos profissionais com inteligência e expertise em apenas uma das áreas que compõem o Marketing Político, costumam se arvorar em Consultores Políticos e acabam levando seus clientes a erros crassos, implantando ações completamente discordantes, e que apenas agravam o problema.

Normalmente, institutos de pesquisa emanam relatórios de caminhos que induzem a raciocínio estratégico de Marketing Político / Eleitoral. É o mesmo que o laboratório emanar um receituário, indicando os remédios para a doença constatada.

Existe há 13 anos a ABCOP - Associação Brasileira dos Consultores Políticos, onde, através de seu site www.abcop.com.br,  você poderá obter informações sobre os consultores credenciados, com garantia de qualidade em seus serviços.

Cada macaco no seu galho!
 

  

 
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