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As
urnas eletrônicas brasileiras que foram utilizadas na Eleição
da Província de Buenos Aires em 14 de setembro de 2003,
apresentaram um "desempenho exitoso, reiterando a eficiência
já demonstrada no Brasil", afirmou Corregedor Eleitoral e
Vice-Presidente do TRE, Des. Paulo Augusto Monte Lopes.
Mesmo diante da não aprovação pelo Congresso Nacional
argentino da reforma do Código Eleitoral, necessária para
poder utilizar o sistema eletrônico de votação em toda a
Província, cerca de 2.000 eleitores estrangeiros utilizaram
oficialmente as urnas eletrônicas, já que votaram em cargos
restritos à província – não votaram para deputado nacional.
Além da votação oficial, 507 urnas eletrônicas emprestadas
pelo TRE gaúcho foram utilizadas na simulação realizada em
oito municípios da 7ª Seção da Província de Buenos Aires,
abrangendo mais de 200 mil eleitores. O processo provocou
grande curiosidade da população da província. Testes junto à
população já vinham sendo realizados desde a última
sexta-feira, 12, capacitando eleitores, com vistas às próximas
eleições, de municípios como Mar del Plata, Quilmes, Pilar,
Luján, Mercedes, Lomas de Zamora e Chivilcoy. Essa votação
contou com candidatos fictícios da história argentina, entre
eles José de San Martín, Manuel Belgrano e Cornelio Saavedra.
O diretor-geral do TRE, Antônio Augusto Portinho da Cunha,
revelou que a utilização da urna eletrônica nas eleições
argentinas atraiu o interesse de diversos observadores,
inclusive do Diretor Eleitoral do país, que elogiou o sistema.
Já o secretário de informática, Jorge Freitas, salientou que a
Justiça Eleitoral gaúcha proporcionou todo o suporte logístico
ao processo eletrônico de votação, incluindo a transmissão dos
dados oficiais, com vistas à totalização.
Além de técnicos do TRE-RS e do TSE, estiveram em Buenos Aires
o Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Madeira, e o
Secretário de Informática do TSE, Paulo Camarão.
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